3. Sobre as intoxicações políticas, e porque sou oposição

O terceiro artigo da série inicial de doze textos com minha interpretação das mudanças políticas desde 2013 e a postura dos evangélicos foi escrito em resposta à eleição de Dilma Rouseff (PT) em 2014.

Eu me considerava, pelos idos de 2005, um progressista moderado. E fiz um amplo esforço para convencer os evangélicos progressistas de que uma reorientação ortodoxa e litúrgica era necessária, ou o movimento seria gradualmente rejeitado pelo mainstream evangélico. Ao mesmo tempo, eu argumentava, com os amigos reformados que me davam ouvidos, que eles deveriam ser menos críticos da esquerda evangélica. Mas a cada passo que a esquerda evangélica dava rumo ao abismo lulopetista – abrindo caminho para a nova direita – meus argumentos em defesa da esquerda evangélica perdiam força.

Em 2014, no encontro da FTL em Atibaia, no Palavra da Vida, notei claramente que o que chamo de “desvio teleológico na missiologia latino-americana” era a porta aberta para o erro. Meu amigo Igor Miguel estava lá, e viu o mesmo problema. Eventualmente, no segundo semestre de 2014 participei, a convite, de uma mesa plenária do Encontro Nacional da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, em São Paulo, no qual expressei claramente minhas preocupações teológicas e a reorientação que, em minha opinião, precisava acontecer. Estava “todo mundo” lá. Em 2015, dez anos depois da conferência de Cosmovisão em Curitiba e da produção do nosso livro, eu comecei a dizer publicamente, em artigos no blog da Ultimato, que a porta estava se fechando. Poucos me ouviram, e diversos líderes evangélicos da geração 80’ e 90’ se comunicaram comigo privadamente, admitindo que eu estava certo ou parcialmente certo. Aludo rapidamente a esse encontro no artigo abaixo.

Eu abandonei o campo evangélico progressista lentamente, e com pesar. Algumas pessoas pensam que eu teria sido responsável pela crise da imagem da esquerda evangélica e pela nova direita, mas isso é falso, uma vez que chorei por diversas vezes a “destruição de Jerusalém”, por assim dizer. Fiz a advertência de que o setor radical da esquerda evangélica não entendia o conceito de ordo creationis e iria vender a alma ao fascismo identitário; e que, em consequência, a guinada dos evangelicais à direita seria acelerada. Poucos me ouviram e, a partir de 2013, o processo foi iniciado, deixando a todos de calças na mão. E mesmo agora, eu digo aos reformados: deveríamos ter construído alianças com os evangelicais da esquerda que são moderados. Fazer um gesto de aproximação. A verdade é que, seja por falta de visão, em alguns casos, ou de oportunidade, por outros, isso não ocorreu. Mas como ocorreu antes, poucos me ouvem. E agora, temos que lidar com um Bolsonarismo evangélico.

Qual a ajuda que os evangélicos de esquerda moderada, que sabem que o fascismo identitário precisa ser rejeitado, poderiam dar agora? Penso que poderiam se aproximar de agendas conservadoras que tem ressonância com a tradição Cristã social, e poderíamos construir algo juntos. Penso que há muitos eleitores da direita que não veriam problema em cooperar com cristãos mais à esquerda, ao menos ao redor de áreas de acordo. Essa é, também, a minha mensagem aos conservadores evangélicos moderados: devemos priorizar o eixo da doutrina social Cristã, acima das soluções técnicas específicas baseadas em ideologias contemporâneas nas áreas de economia e governança.

Insisto, como dizia em 2014, que os grandes pacotes ideológicos dominantes do país hoje não nos representam. Por isso selecionei como imagem destacada a capa do antigo álbum de Keith Green, “No Compromise”. Um clássico!

Precisamos priorizar uma agenda Cristão sobre o pragmatismo político. Mas isso era difícil à época: as intoxicações políticas do campo evangélico já eram graves. Mas vamos ao artigo:

***

“Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” – Hebreus 13.13-14

Votei em Marina Silva no primeiro turno; como os amigos Igor Miguel, Sandro Baggio e outros, penso que ela era a única com um plano de governo inovador e com capacidade política para vencer a Dilma no segundo turno. E no segundo acompanhei Marina no apoio a Aécio; fui derrotado duas vezes. Que assim seja!

Convido agora meus amigos oposicionistas a honrar a democracia orando pelos novos governantes e cooperando em tudo o que for compatível com a “Shalom” divina. E meus amigos situacionistas a não se embebedarem com a vitória; pois a vitória para nós, Cristãos, está além das forças históricas. Ainda assim, precisamos julgá-las, e precisamos julgar a nossa própria relação com elas.

Por isso faço pública a minha condição de oposicionista do atual governo, mesmo não tendo condições (por absoluta falta de tempo) de rechear minhas opiniões com todos os conteúdos e argumentos que a questão exige (mas apresentarei alguns); faço pública também minha preocupação com a corrente “intoxicação política” que acometeu o campo evangélico. Não espero convencer ninguém, mas apenas marcar com mais clareza a minha posição.

Por que sou Oposição

Quanto à situação… meus temores, na forma mais lacônica possível: temos um estado inclinado a possuir a sociedade civil, sendo lentamente possuído por um partido desde sempre possuído por um sonho hegemônico. Ainda penso que o anel do poder precisa cair desse dedo; tanto mais quanto estudo sobre o “Príncipe Moderno” e seu modo de conduzir o processo histórico.

Houve melhora na condição dos mais pobres? Sim. Seria isso razão suficiente para validar um projeto de poder? Jamais; não importa o que digam líderes evangélicos progressistas. O século XX mostrou que até mesmo esse discurso pode ser empregado por um projeto perverso que aparenta ser justo e bom. E projetos maus nunca mostram toda a sua perversão antes de alcançar o clímax.

Mas acima de tudo, lembro aos leitores da Bíblia: os profetas não denunciavam apenas a injustiça social. Eles denunciavam a injustiça social e a idolatria.

Infelizmente a esquerda evangélica tem muito a dizer sobre o primeiro ponto (a injustiça), mas quase nada a dizer sobre o segundo (a idolatria), ao menos no tocante à política. Os mais radicais nessa esquerda tem frequentemente mostrado que perderam a cabeça quanto a isso, e um indício objetivo se observa em seu discurso político, quando eles nem mesmo tem um conceito de idolatria política (embora saibam algo sobre idolatria econômica). Não o empregam, exceto como “xingamento” reativo e carente de reflexividade, e nada sabem sobre isso. Não se incomodam nem um pouco com a progressiva politizaçãojuridicização securitização da totalidade da existência moderna. Outro sinal de problemas: são tolerantes e contemporâneos em todos os assuntos referentes à teologia Cristã, à ética sexual, ao pluralismo religioso, mas absolutamente dogmáticos no que se refere à doutrina política. Ora, a devoção estabelece o culto.

Crítica injusta, desinformada? Talvez. Sem dúvida não se pode acusar a esquerda ou a direita in toto, indiscriminadamente. Mas há problemas típicos, estereótipos recorrentes com exemplares mais ou menos graves, e daí o risco de generalização. Recentemente (2014) participei de um evento importante de líderes evangélicos, e tive a oportunidade de fazer a crítica construtiva a um documento sobre fé e política que tratava de muitos temas pertinentes, mas ignorava completamente uma das maiores contribuições protestantes à política moderna, que foi a limitação do poder do Estado, com base em razões teológicas. Minha revisão crítica foi considerada porque os irmãos que produziram o documento notaram, com sensibilidade cristã, que essa falha seria grave, tanto historicamente quanto espiritualmente; mas o fato é que o que não poderia ser esquecido foi esquecido. É certo que os redatores do documento não se incluem entre os adoradores do poder político e da transformação histórica, e o demonstraram pela disposição de incorporar a crítica. Mas há vários que se incluem aí; alguns bem mais influentes que os meros replicadores inveterados de memes “anticoxinhas”.

Ao mesmo tempo, o conceito de injustiça em certos círculos dessa esquerda é quase absorvido pelo de igualdade, sem clara noção de retribuição jurídica nem de mérito, sem reconhecimento inambíguo de direitos individuais naturais (como o de propriedade), sem percepção da importância da liberdade das esferas sociais e da justiça interesferas; cultivam um conceito de injustiça já maculado pela ausência da crítica teológica aos ídolos do historicismo e do economicismo, sem complexidade e reduzido à noção de desigualdade; um olhar seletivo que, no tocante à teologia econômica, ressalta alguns textos bíblicos aparentemente “socialistas” mas exclui aqueles incômodos textos bíblicos aparentemente “liberais”.

E quanto à direita Cristã mais radical? Alega saber tudo sobre a idolatria, mas nem mesmo reconhece a validade de conceitos como “injustiça social” ou “injustiça econômica”, repetindo mantras da Escola Austríaca como se fossem a Bíblia – e ignorando aqueles trechos da Escrituras que foram abusados pela TdL, construindo sua teologia social como mera imagem oposta do que nega. Afirmam que a questão da pobreza precisa sim ser confrontada, mas que deveria em princípio ser tratada fora da esfera do Estado – com o que concordo! A verdade, no entanto, é que falta à sociedade brasileira uma rede de cuidado na sociedade civil que dê conta desse desafio e que ao menos legitime politicamente esse discurso; e não é justo nem ético simplesmente largar o pobre à sua sorte enquanto aguardamos um dia (talvez nunca), quando a sociedade civil finalmente decidirá fazer algo a respeito.

Por que muitos evangélicos à direita se desesperam com a ascensão do PT, mas demonstram pouco mais que reprovações verbais à injustiça social? Consulte seu coração: há aí dentro pelo menos um equilíbrio entre a raiva contra os abusos petistas e a tristeza pela exclusão injusta, pela imobilidade social, pela falta de oportunidades para muitos?

O filósofo Cristão norteamericano Nicholas Wolterstorff tem feito um fantástico trabalho em mostrar que não se pode falar em justiça bíblica sem amor, aceitando uma clivagem entre o jurídico e o moral, e que não se pode falar em adoração sem justiça no sentido amplo e sem dar proteção e tratamento especial ao fraco. Ou seja: se atacamos a idolatria mas continuamos convivendo despreocupadamente com a injustiça, provavelmente nosso culto também é falso, em algum lugar, de algum modo. Seria bom trazer Wolterstorff para a língua portuguesa como auxílio àqueles de nós que se esforçam para ter uma mente cristã, ao invés de meramente batizar sistemas seculares.

O trágico nessa situação – da urgência na resposta à pobreza e à exclusão injusta – é que os críticos à direita não estão errados quando temem que a solução “provisória” – ao menos na mente de muitos eleitores da esquerda – para remediar a pobreza e a exclusão, venha a se tornar a plataforma populista para um projeto hegemônico muito maior, de uma absorção progressiva das forças da sociedade civil para incorporá-las em um processo historicista de revolução social, pilotado pelo partido-estado (no sentido amplo de movimento político progressista supra e trans partidário). Pois isso é exatamente o que está acontecendo. E a esquerda evangélica ideologicamente consciente sabe muito bem que é isso o que está acontecendo. Os críticos também não estão errados ao suspeitar que essa solução provisória tenderá a asfixiar a iniciativa da sociedade civil, tornando-a simplesmente supérfula, e alimentando a politização do problema com uma viciosa plausibilidade. E assim o que poderia ser aceito como urgência e exceção torna-se uma ladeira perigosa; não deveríamos ser ingênuos a respeito.

Quanto a esse desafio, de como equalizar liberdade e justiça, no contexto Brasileiro, não tenho respostas. Mas recuso-me a batizar as “ótimas” respostas do neoliberalismo e do socialismo. Penso que não deveríamos ser dogmáticos a respeito; não mais dogmáticos do que somos em nossa confissão de fé.

Enquanto o isso, um terceiro tema, além do tema da liberdade da sociedade civil e do tema da justiça social, permanece ainda coadjuvante: o tema da sustentabilidade, que imporia limites significativos aos temas caros à esquerda e à direita, tornando seus extremos não apenas inexequíveis (o que já são), mas politicamente datados.

E um quarto tema é hipocritamente ignorado como se fosse uma ridícula picuinha conservadora: a família. Usada para cooptar cristãos para uma posição neoliberal, ou simplesmente para ganhar votos “fundamentalistas”, ou tratada como lumpen ideológico pela esquerda Cristã iluminada, enquanto é avidamente cobiçada pela linha de frente do progressismo feminista e Queer, é questão crucial para a liberdade humana. Segundo a concepção que emergiu na tradição Hegeliana, a sociedade civil está em um “meio”, entre o Estado, numa ponta, e a família na outra. A família é uma espécie de “limite transcendental-social”, a fundação do social, o extrapolítico que tangencia o político, similar quanto a isso ao corpo e ao meio ambiente. O modo como tratamos essas externalidades cobiçadas pela biopolítica definirá o nosso futuro, e elas só deveriam ser politizadas no sentido de serem mantidas rigorosamente despolitizadas e desmercadologizadas, além do Estado e do Mercado.

Do que Precisamos

Precisamos de uma nova política, sim! A nova política precisará incorporar os três temas – a autonomia da sociedade civil, a justiça social e econômica, e a sustentabilidade (incluída nela a economia, e não o inverso) – de forma criativa, sem radicalismos revolucionários ou liberais; a um só tempo progressiva, sem ser progressista, conservadora no que precisa ser conservado sem meramente reagir ao processo histórico, e comprometida com a sustentabilidade, sem cair no anti-humanismo dos radicais verdes; seria, talvez, uma política de “equilíbrio ideológico dinâmico”. Além disso, penso que ela deveria proceder a uma fusão entre as ideias de conservação ambiental, de recusa do liberalismo possessivo e da absorção do corpo pela subjetividade (pois o corpo é o análogo do meio ambiente), e de todo o conceito de engenharia política da família, em um único ethos conservacionista e pró-vida.

Mais do que uma nova política, no entanto, o que precisamos – nós, Cristãos evangélicos – é de uma teologia política. Pois mesmo um programa político mais equilibrado, humano, inteligente e historicamente atual não seria capaz de nos desintoxicar do que venho chamando de “concupiscência política”. Sobre essa teologia política, canto a pedra: creio que ela retomará Agostinho, para redescobrir a prioridade da pátria celestial sobre a “pátria amada”, e Abraão, para peregrinar em Canaã sem se tornar cananeu, e sem alianças com o Rei de Sodoma. Além disso, ela precisa nos aproximar dos Catolicismos, mais do que dos progressismos modernistas. Se não retomarmos os antigos, e se persistirmos no caminho do culto aos projetos políticos do humanismo secular, teremos uma igreja evangélica irremediavelmente dividida em poucos anos. Dividida por causa… da Civitas Mundi. Será outra tragédia, muito pior do que “Cuba”, muito pior do que o “Neoliberalismo”.

Ou nos encontramos em uma teologia política Bíblica, ou afundaremos no conflito histórico. Noutro dia comentei o fato: em ambos os lados hoje encontramos indivíduos prontos a coar todos os mosquitos da oposição, e igualmente prontos para engolir camelos inteiros em seu próprio campo.   Foi então que o amigo Leandro Amado surgiu com a oportuna citação de C.S. Lewis:

“Uma vez que a Teocracia é o pior [tipo de regime], quanto mais um governo aproxima-se da Teocracia, pior ele será. Uma metafísica defendida por seus governantes com a força de uma religião é um mau sinal. Ela proíbe-os, como no caso do inquisidor, de admitir a menor sombra de verdade ou bem em seus oponentes. Ela revoga as leis normais da moralidade e promove uma sanção alta, super-pessoal, a todas aquelas paixões humanas comuns pelas quais o governante, como qualquer outro homem, é movido. Em suma, ela proíbe a dúvida sadia. Um programa político nunca pode, na verdade, estar mais que provavelmente certo. Nunca conhecemos todos os fatos sobre o presente e nunca podemos adivinhar o futuro. Dar a um programa partidário – cuja mais alta reivindicação é a prudência racional – o tipo de aprovação que devíamos reservar apenas aos teoremas demonstráveis é um tipo de intoxicação.” (Carta ao prof. Haldane, em “Of Other Worlds”).

Mais do que uma nova política, no entanto, o que precisamos – nós, Cristãos evangélicos – é de uma teologia política

Será que estamos intoxicados? A hora pede sobriedade. Seu voto saiu vitorioso? Parabéns, mas não se ufane. Seu voto foi derrotado? Não se desespere. Deixemos os extremos; pois o lado “certo” para nós não é nem esquerda, nem direita, mas o lado de fora da cidade dos homens, aonde a vergonha da fé Cristã nos aguarda (Hb 13.13-14).

Construindo uma boa teologia política, talvez consigamos integrar adoração e justiça, fugindo dos ídolos da terra e honrando os pobres, como o fez Deus (Tg 2.1-7). Talvez façamos diferença histórica, sem cair na lascívia histórica.

Por agora, penso que é o momento de orar pelo sucesso do governo da Dilma – não do ponto de vista de seus planos, ou dos planos da esquerda Brasileira, mas no sentido do que seria realmente bom para o Brasil. E para isso, não podemos nos furtar a uma oposição leal, que não queira meramente impedir a governança, mas filtrar da melhor forma possível suas ramificações ideológicas incompatíveis com o Reino de Deus. Isso não é trabalho só para a direita evangélica; é obrigação de todo Cristão, e especialmente daquele que votou na situação.

Aproveitando o momento e a tarefa, faço recomendações de leitura: “Visões e Ilusões Políticas”, de David Koyzis (Editora Vida Nova), o principal lançamento sobre fé Cristã e política por uma editora Cristã em 2014, aprovado para publicação através de uma dobradinha que fiz com o tradutor, Dr. Lucas Freire, e “Estado e Soberania”, de Herman Dooyeweerd (Editora Vida Nova), por iniciativa da nossa Associação Kuyper. Leia com atenção; as obras podem ajudá-lo a se posicionar, a orar, e a se preparar para as próximas eleições.

Encerro com repetindo as palavras da Escritura, a propósito das correntes intoxicações políticas:

“Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério. Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” – Hebreus 13.13-14

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM 27 DE OUTUBRO DE 2014

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